RIP

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O HOMEM DE CABEÇA DE PAPELÃO
No País que chamavam de Sol, apesar de chover, às vezes, semanas inteiras, vivia um homem de nome Antenor. Não era príncipe. Nem deputado. Nem rico. Nem jornalista. Absolutamente sem importância social.
O País do Sol, como em geral todos os países lendários, era o mais comum, o menos surpreendente em idéias e práticas. Os habitantes afluíam todos para a capital, composta de praças, ruas, jardins e avenidas, e tomavam todos os lugares e todas as possibilidades da vida dos que, por desventura, eram da capital. De modo que estes eram mendigos e parasitas, únicos meios de vida sem concorrência, isso mesmo com muitas restrições quanto ao parasitismo. Os prédios da capital, no centro elevavam aos ares alguns andares e a fortuna dos proprietários, nos subúrbios não passavam de um andar sem que por isso não enriquecessem os proprietários também. Havia milhares de automóveis à disparada pelas artérias matando gente para matar o tempo, cabarets fatigados, jornais, tramways, partidos nacionalistas, ausência de conservadores, a Bolsa, o Governo, a Moda, e um aborrecimento integral. Enfim tudo quanto a cidade de fantasia pode almejar para ser igual a uma grande cidade com pretensões da América. E o povo que a habitava julgava-se, além de inteligente, possuidor de imenso bom senso. Bom senso! Se não fosse a capital do País do Sol, a cidade seria a capital do Bom Senso!
Precisamente por isso, Antenor, apesar de não ter importância alguma, era exceção mal vista. Esse rapaz, filho de boa família (tão boa que até tinha sentimentos), agira sempre em desacordo com a norma dos seus concidadãos.
Desde menino, a sua respeitável progenitora descobriu-lhe um defeito horrível: Antenor só dizia a verdade. Não a sua verdade, a verdade útil, mas a verdade verdadeira. Alarmada, a digna senhora pensou em tomar providências. Foi-lhe impossível. Antenor era diverso no modo de comer, na maneira de vestir, no jeito de andar, na expressão com que se dirigia aos outros. Enquanto usara calções, os amigos da família consideravam-no um enfant terrible, porque no País do Sol todos falavam francês com convicção, mesmo falando mal. Rapaz, entretanto, Antenor tornou-se alarmante. Entre outras coisas, Antenor pensava livremente por conta própria. Assim, a família via chegar Antenor como a própria revolução; os mestres indignavam-se porque ele aprendia ao contrario do que ensinavam; os amigos odiavam-no; os transeuntes, vendo-o passar, sorriam.
Uma só coisa descobriu a mãe de Antenor para não ser forçada a mandá-lo embora: Antenor nada do que fazia, fazia por mal. Ao contrário. Era escandalosamente, incompreensivelmente bom. Aliás, só para ela, para os olhos maternos. Porque quando Antenor resolveu arranjar trabalho para os mendigos e corria a bengala os parasitas na rua, ficou provado que Antenor era apenas doido furioso. Não só para as vítimas da sua bondade como para a esclarecida inteligência dos delegados de polícia a quem teve de explicar a sua caridade.
Com o fim de convencer Antenor de que devia seguir os tramitas legais de um jovem solar, isto é: ser bacharel e depois empregado público nacionalista, deixando à atividade da canalha estrangeira o resto, os interesses congregados da família em nome dos princípios organizaram vários meetings como aqueles que se fazem na inexistente democracia americana para provar que a chave abre portas e a faca serve para cortar o que é nosso para nós e o que é dos outros também para nós. Antenor, diante da evidência, negou-se.
— Ouça! bradava o tio. Bacharel é o princípio de tudo. Não estude. Pouco importa! Mas seja bacharel! Bacharel você tem tudo nas mãos. Ao lado de um político-chefe, sabendo lisonjear, é a ascensão: deputado, ministro.
— Mas não quero ser nada disso.
— Então quer ser vagabundo?
— Quero trabalhar.
— Vem dar na mesma coisa. Vagabundo é um sujeito a quem faltam três coisas: dinheiro, prestígio e posição. Desde que você não as tem, mesmo trabalhando — é vagabundo.
— Eu não acho.
— É pior. É um tipo sem bom senso. É bolchevique. Depois, trabalhar para os outros é uma ilusão. Você está inteiramente doido.
Antenor foi trabalhar, entretanto. E teve uma grande dificuldade para trabalhar. Pode-se dizer que a originalidade da sua vida era trabalhar para trabalhar. Acedendo ao pedido da respeitável senhora que era mãe de Antenor, Antenor passeou a sua má cabeça por várias casas de comércio, várias empresas industriais. Ao cabo de um ano, dois meses, estava na rua. Por que mandavam embora Antenor? Ele não tinha exigências, era honesto como a água, trabalhador, sincero, verdadeiro, cheio de idéias. Até alegre — qualidade raríssima no país onde o sol, a cerveja e a inveja faziam batalhões de biliosos tristes. Mas companheiros e patrões prevenidos, se a princípio declinavam hostilidades, dentro em pouco não o aturavam. Quando um companheiro não atura o outro, intriga-o. Quando um patrão não atura o empregado, despede-o. É a norma do País do Sol. Com Antenor depois de despedido, companheiros e patrões ainda por cima tomavam-lhe birra. Por que? É tão difícil saber a verdadeira razão por que um homem não suporta outro homem!
Um dos seus ex-companheiros explicou certa vez:
— É doido. Tem a mania de fazer mais que os outros. Estraga a norma do serviço e acaba não sendo tolerado. Mau companheiro. E depois com ares...
O patrão do último estabelecimento de que saíra o rapaz respondeu à mãe de Antenor:
— A perigosa mania de seu filho é por em prática idéias que julga próprias.
— Prejudicou-lhe, Sr. Praxedes?
Não. Mas podia prejudicar. Sempre altera o bom senso. Depois, mesmo que seu filho fosse águia, quem manda na minha casa sou eu.
No País do Sol o comércio ë uma maçonaria. Antenor, com fama de perigoso, insuportável, desobediente, não pôde em breve obter emprego algum. Os patrões que mais tinham lucrado com as suas idéias eram os que mais falavam. Os companheiros que mais o haviam aproveitado tinham-lhe raiva. E se Antenor sentia a triste experiência do erro econômico no trabalho sem a norma, a praxe, no convívio social compreendia o desastre da verdade. Não o toleravam. Era-lhe impossível ter amigos, por muito tempo, porque esses só o eram enquanto. não o tinham explorado.
Antenor ria. Antenor tinha saúde. Todas aquelas desditas eram para ele brincadeira. Estava convencido de estar com a razão, de vencer. Mas, a razão sua, sem interesse chocava-se à razão dos outros ou com interesses ou presa à sugestão dos alheios. Ele via os erros, as hipocrisias, as vaidades, e dizia o que via. Ele ia fazer o bem, mas mostrava o que ia fazer. Como tolerar tal miserável? Antenor tentou tudo, juvenilmente, na cidade. A digníssima sua progenitora desculpava-o ainda.
— É doido, mas bom.
Os parentes, porém, não o cumprimentavam mais. Antenor exercera o comércio, a indústria, o professorado, o proletariado. Ensinara geografia num colégio, de onde foi expulso pelo diretor; estivera numa fábrica de tecidos, forçado a retirar-se pelos operários e pelos patrões; oscilara entre revisor de jornal e condutor de bonde. Em todas as profissões vira os círculos estreitos das classes, a defesa hostil dos outros homens, o ódio com que o repeliam, porque ele pensava, sentia, dizia outra coisa diversa.
— Mas, Deus, eu sou honesto, bom, inteligente, incapaz de fazer mal...
— É da tua má cabeça, meu filho.
— Qual?
— A tua cabeça não regula.
— Quem sabe?
Antenor começava a pensar na sua má cabeça, quando o seu coração apaixonou-se. Era uma rapariga chamada Maria Antônia, filha da nova lavadeira de sua mãe. Antenor achava perfeitamente justo casar com a Maria Antônia. Todos viram nisso mais uma prova do desarranjo cerebral de Antenor. Apenas, com pasmo geral, a resposta de Maria Antônia foi condicional.
— Só caso se o senhor tomar juízo.
— Mas que chama você juízo?
— Ser como os mais.
— Então você gosta de mim?
— E por isso é que só caso depois.
Como tomar juízo? Como regular a cabeça? O amor leva aos maiores desatinos. Antenor pensava em arranjar a má cabeça, estava convencido.
Nessas disposições, Antenor caminhava por uma rua no centro da cidade, quando os seus olhos descobriram a tabuleta de uma "relojoaria e outros maquinismos delicados de precisão". Achou graça e entrou. Um cavalheiro grave veio servi-lo.
— Traz algum relógio?
— Trago a minha cabeça.
— Ah! Desarranjada?
— Dizem-no, pelo menos.
— Em todo o caso, há tempo?
— Desde que nasci.
— Talvez imprevisão na montagem das peças. Não lhe posso dizer nada sem observação de trinta dias e a desmontagem geral. As cabeças como os relógios para regular bem...
Antenor atalhou:
— E o senhor fica com a minha cabeça?
— Se a deixar.
— Pois aqui a tem. Conserte-a. O diabo é que eu não posso andar sem cabeça...
— Claro. Mas, enquanto a arranjo, empresto-lhe uma de papelão.
— Regula?
— É de papelão! explicou o honesto negociante. Antenor recebeu o número de sua cabeça, enfiou a de papelão, e saiu para a rua.
Dois meses depois, Antenor tinha uma porção de amigos, jogava o pôquer com o Ministro da Agricultura, ganhava uma pequena fortuna vendendo feijão bichado para os exércitos aliados. A respeitável mãe de Antenor via-o mentir, fazer mal, trapacear e ostentar tudo o que não era. Os parentes, porem, estimavam-no, e os companheiros tinham garbo em recordar o tempo em que Antenor era maluco.
Antenor não pensava. Antenor agia como os outros. Queria ganhar. Explorava, adulava, falsificava. Maria Antônia tremia de contentamento vendo Antenor com juízo. Mas Antenor, logicamente, desprezou-a propondo um concubinato que o não desmoralizasse a ele. Outras Marias ricas, de posição, eram de opinião da primeira Maria. Ele só tinha de escolher. No centro operário, a sua fama crescia, querido dos patrões burgueses e dos operários irmãos dos spartakistas da Alemanha. Foi eleito deputado por todos, e, especialmente, pelo presidente da República — a quem atacou logo, pois para a futura eleição o presidente seria outro. A sua ascensão só podia ser comparada à dos balões. Antenor esquecia o passado, amava a sua terra. Era o modelo da felicidade. Regulava admiravelmente.
Passaram-se assim anos. Todos os chefes políticos do País do Sol estavam na dificuldade de concordar no nome do novo senador, que fosse o expoente da norma, do bom senso. O nome de Antenor era cotado. Então Antenor passeava de automóvel pelas ruas centrais, para tomar pulso à opinião, quando os seus olhos deram na tabuleta do relojoeiro e lhe veio a memória.
— Bolas! E eu que esqueci! A minha cabeça está ali há tempo... Que acharia o relojoeiro? É capaz de tê-la vendido para o interior. Não posso ficar toda vida com uma cabeça de papelão!
Saltou. Entrou na casa do negociante. Era o mesmo que o servira.
— Há tempos deixei aqui uma cabeça.
— Não precisa dizer mais. Espero-o ansioso e admirado da sua ausência, desde que ia desmontar a sua cabeça.
— Ah! fez Antenor.
— Tem-se dado bem com a de papelão? — Assim...
— As cabeças de papelão não são más de todo. Fabricações por séries. Vendem-se muito.
— Mas a minha cabeça?
— Vou buscá-la.
Foi ao interior e trouxe um embrulho com respeitoso cuidado.
— Consertou-a?
— Não.
— Então, desarranjo grande?
O homem recuou.
— Senhor, na minha longa vida profissional jamais encontrei um aparelho igual, como perfeição, como acabamento, como precisão. Nenhuma cabeça regulará no mundo melhor do que a sua. É a placa sensível do tempo, das idéias, é o equilíbrio de todas as vibrações. O senhor não tem uma cabeça qualquer. Tem uma cabeça de exposição, uma cabeça de gênio, hors-concours.
Antenor ia entregar a cabeça de papelão. Mas conteve-se.
— Faça o obséquio de embrulhá-la.
— Não a coloca?
— Não.
— V.EX. faz bem. Quem possui uma cabeça assim não a usa todos os dias. Fatalmente dá na vista.
Mas Antenor era prudente, respeitador da harmonia social.
— Diga-me cá. Mesmo parada em casa, sem corda, numa redoma, talvez prejudique.
— Qual! V.EX. terá a primeira cabeça.
Antenor ficou seco.
— Pode ser que V., profissionalmente, tenha razão. Mas, para mim, a verdade é a dos outros, que sempre a julgaram desarranjada e não regulando bem. Cabeças e relógios querem-se conforme o clima e a moral de cada terra. Fique V. com ela. Eu continuo com a de papelão.
E, em vez de viver no País do Sol um rapaz chamado Antenor, que não conseguia ser nada tendo a cabeça mais admirável — um dos elementos mais ilustres do País do Sol foi Antenor, que conseguiu tudo com uma cabeça de papelão.
João do Rio foi o pseudônimo mais constante de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca, que também usou como disfarce os nomes de Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude, etc., nada ou quase nada escrevendo e publicando sob o seu próprio nome. Foi redator de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um diário que dirigiu até o dia de sua morte, "A Pátria". Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos", "Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar", "A Alma Encantadora das Ruas", "Vida Vertiginosa", "Os Dias Passam", "As religiões no Rio" e "Rosário da Ilusão", que contém como primeiro conto a admirável sátira "O homem da cabeça de papelão". Nascido no Rio de Janeiro a 05 de agosto de 1881, faleceu repentinamente na mesma cidade a 23 de junho de 1921.
O texto acima foi extraído do livro "Antologia de Humorismo e Sátira", organizada por R. Magalhães Júnior, Editora Civilização Brasileira — Rio de Janeiro, 1957, pág. 196.
"O q estraga a facul são as aulas!" Milena Rosa
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"Poder ou não, o poder é a questão" - Língua de trapo
Tempo é uma questão de preferencia
- Prof. Marins
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Amigos num papo, ouvindo música

Enjoy! -- Francisco Ramos
Frase
*"Não agüento mais correr de gansos" - Aline
frase
* "Daqui a pouco demora muito." - filho do MArcelo Taz de 5 anos
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Pedra

Eu sou a pedra
Aquela mesma que se postou em um canto rente ao mar onde, inerte, espera uma onda e, como de praxe as ondas vieram, umas mais fracas, outras bem intensas, todas trazendo e levando coisas boas, mas eu na minha condição de pedra fiquei lá, e as ondas passaram
As ondas não param.
As pedras observam a passagem delas sem poder ser mais que pedras.
As ondas vivem!
As pedras aplaudem.
Pátria de merda!

As vezes peso muito neste assunto de niilismo mas os fatos me deixaram assim, eu juro que fiz de tudo para não cair nessa casca vazia e racional!
Eu realmente acreditava que as pessoas não eram antoprocentristas, que no mínimo umas vezes o caráter q a hombridade tinha peso em decisões, eu realmente acreditava em política, procurava planos de governos coerentes, escolhia meus candidatos de modo racional e acreditava que meu voto valeria de alguma coisa, mas os fatos defecaram na minha cara a realidade!
A corrupção é fato em todo lugar do mundo, mas aqui é um fato desacerbado! Levantam bandeiras de “combatentes” contra a impunidade dos corrúpitos mas na verdade são bezerros, filhos da pátria, que nunca será mátria por conta dos inúmeros parazitas de que dela se servem!
Os recentes fatos de absolvição de mensaleiros e sangu-sugas e para colocar a cereja em cima desse bolo de merda ainda, absurdamente rápidos, aprovaram um aumento de salário de quase 100% para eles! 15 salários anuais de 20 e poucos mil, fora os benefícios, os honrados membros do pinico federal recebem anualmente cerca de 320 mil por ano e SEM IR! Veja só; enquanto um membro da bancada dos nobres britanica consegue arrecadar por ano 120 mil, os brasileiros gozam de 3x mais!
Por essas e por outras pantoomimas dos FILHOSDASPUTAS que detem essa honraria que eu desenvolvi uma enorme aversão a essa raça de picaretas engomados! Aversão mesmo, de nojo, repúdia e sentimentos, como disseram uma vez em uma CPMI; “do instinto mais primitivo do ser humano”!
Se eu, que sou um cara calmo, já sinto essa resma, imagina os mais exaltados!
Eles, os imbecís, nem pensam que isso mais cedo ou mais tarde vai cair em cima deles e, neste dia, vai ser um dia de caos, mas será o primeiro dia de verdadeira comoção política popular, vai ser a primeira vez que ninguem, nem a TV, ira manipular ninguem, vai ser algo puro, e inevitável!
Excelentíssimos senhores da casa civil! Aproveitem enquanto podem!
Dia branco
Se voce vier
pro que der e vier
comigo.
Eu te prometo o sol
se hoje o sol sair,
ou a chuva,
se a chuva cair.
Se voce vier,
até onde a gente chegar,
numa praça na beira do mar,
num pedaço de qualquer lugar.
Nesse dia branco,
se branco ele for.
Esse tanto, esse canto de amor.
Se voce quiser e vier
pro que der e vier comigo.
Esse tanto, esse tonto,
esse tão grande amor.
se voce quiser
e vier,
pro que der e vier
comigo.
Dinheiro
"Satisfação, meu nome é dinheiro
Meus mandamentos? A guerra é o primeiro
Eu sou a serpente da nova era
Eu vim pra seduzir os filhos de Adão e Eva
Você quer saber, conhecer meu poder
Olhe ao seu redor e irá perceber
Jesus vai voltar, mas eu cheguei primeiro
Por isso nesse mundo hoje tudo tem preço
Sou eu que ponho a criança no sinal
Rasgada e se humilhando por centavos de real
Depois levo o álcool pra mãe dele se matar
E me transformo em crack pra ele cachimbar
Faço irmão matar irmão por causa de herança
Levo arma pro morro e seqüestro a infância
Distribuo a ganância em forma de papelote
Acendo o estopim da guerra e que vença o mais forte
Morre do povo, e também morre polícia
Quer saber onde eu to? Eu to na Suíça
Eu faço pai e mãe por o filho pra fora
Filho rouba pai e mãe pra poder usar droga
Eu sou a própria semente da discórdia
Romeu e Julieta, eu e a droga
... o casamento perfeito
Já disse meu nome? Meu nome é dinheiro!
A serpente da ambição vem do S do cifrão
A grade da ambição prende o S do cifrão
Ambissão te traz grade mas advogado não
Minha missão é te prender no cativeiro da ambição
Se não fosse eu não tinha pobre nem rico
Você tem que me entender pra compreender tudo isso
Sou o pastor que prega a vaidade
Fui eu quem criou a sociedade de classe
Sou o corretor da bolsa de valores
Comprando sentimentos, negociando amores
Sou jardineiro, minhas flores, suas dores
Semeio a ganância pra colher pecadores
Sou o juiz que aplica a pena em quem merece pena
Primário, ladrão de feira e batedor de carteira
Se não tem minha companhia, não usa seda e alfazema
Não divia dar um toque, e sim, ligar na sena
Deus inspirou e o homem botou no papel
um camelo passa na agulha, um rico não entra no céu
Quero que se foda, minha lei? Ema ema!
Se deve ta ligado; é Cada um com seus problema!
Vim pra espalhar e não pra juntar
Rasgo a fidelidade, eu destruo o seu lar
Faço mãe de família largar da família
Seduzido pelo brilho dos farol de milha
Do mustang vermelho, conversível invocado
Que meu pai trocou na alma de um velho invocado
Vocês conhecem o meu pai? Meu pai é o diabo
Vocês jogam a culpa nele de tudo o que eu faço
Vai! Quanto mais! Se me tem! Se me quer!
Se você tiver comigo tem tudo que quiser
Sou o pai da mentira mas vou dizer uma verdade
Eu só pago vaidade, não compro realidade!
Não encontrei a fórmula pra neutralizar
A energia que a criança emana em seu olhar
O sorriso de uma mãe no ato de amamentar
O amor verdadeiro existe e ta lá!
Eu preciso trabalhar pra você não encontrar
A felicidade é um diamante gigante
Nos pequenos detalhes é onde ele se esconde
Mas faço o meu papel, vim destruir o homem
Antes do clone eu já clonava opressor
Na matemática da guerra eu sou o professor
Divido a sociedade, subtraio a igualdade
Multiplico a vaidade e somo a mediocridade
Agora vou te mostrar o resultado na prática
O berço da humanidade se você não sabe é a África
Escolhi os negros, pois nasceram primeiro
Fiz irmão vender irmão pro navio negreiro
Faço empresário agonizar no cativeiro
Sou o próprio egoísmo, domino o mundo inteiro
Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro
Eu já disse meu nome? Meu nome é dinheiro
`Faces da Morte
"
Realidade niilista
Gritos não servem mais
Discursos não inflamam mais
Nada choca a sociedade
Nada é levado a sério pela sociedade
A sociedade quer rir e não reagir
Tudo é circo, ou sandice...
Ninguém que está bem vai querer olhar pelo teu ponto de vista derrotista
Ninguém liga para o que você faz ou deixa de fazer
Para o que você passa ou o que outros passam
O que eles querem saber é o que o jornal diz
A ilusão travestida de realidade que o jornal diz
O mundo não te ama
Nem te odeia
O mundo é indiferente à sua existência
Desafio da Aline
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blog´s aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog". 1) Tenho a eterna impressão que hoje é o ultimo dia da minha vida, sem lógica, fico com a impressão e tento fazer tudo para aproveitar da melhor forma meu ultimo dia de vida, isso faz com que eu faça muita coisa ao mesmo tempo, por consequencia não fasso nada direito
2) Sempre deixo tudo pra ultima hora, sempre acabo mas em cima da hora de entregar, mesmo tendo 1 ano e meio de prazo
3) Sou muito pagodeiro pros roqueiros e muito roqueiro pros pagodeiros, não me encaixo em nenhum grupo social totalmente, não conheço ninguem como eu e sou horrível com as mulheres, sou um semi-looser (só não sou um looser completo por que ainda nçao me dei por vencido)
4) Tenho aversão a autoridades des de criança, ou a pessoa trabalha comigo ou contra, não aceito muito ordens sem concordar com elas
5) Devo ter algum problema cronológico, às vezes avançado, outras vezes retardado, tudo seria mais fácil se me portassecomo um homem de 27 anos que sou mas é difícil demais
Desafio: Todos aqueles que aceitarem o desafio
Quanto custa 1 ano?
Quanto custa 1 ano?
do q?
1 ano ?
sei la
como assim?
eu sei lá
pq?
ahn?
1 ano do q ?
ano do q?
hein?
de quem?
1 ano ? 12 meses
sei la
354 dias
ola!! Um ano do que??
hum.. ?
Difícil mensurar as coisas, o custo de um ano tem como base suas necessidades financeiras e sua vida vivida, tenho ciência das duas condições, anos de economicamente sustentável e anos vivendo os 365 dias mas mesmo assim ainda não achei o equilíbrio
Ninguém sabe responder qual é o custo do ano
Pensei que só eu não sabia
Misatropia?

Salve salve a grande capacidade humana de se organizar em comunidades!
Salve as pessoas capazes de fazer filantropia mas que só se sente felizes quando todos os vêem fazendo!
Salve a capacidade humana de fazer amigos bebendo cerveja
E salva a capacidade de sumir nas horas de precisão
Salve a auto-suficiência dos mais favorecidos e a dependência dos desvalidos
Salve os sentimentos guiados por segundas ou terceiras intenções
Salve o praguejar de uns, e a ostentação de outros
Salve a prepotência, salve a subserviência
Salve a maravilhosa convivência humana
E a forma de que pessoas que não se conhecem são mais solidárias
É ...
As pessoas não deviam se conhecer!
...
Bendito em seus olhos
maldito em sua boca
Quando viaja a voz
que sem a boca continua
sabe calar a palavra
quando já não encontra
O momento que a necessita
nem o lugar que a quer?
E a boca sabe morrer?
Tornei-me mudo porque
você nada me fala
As palavras que deixamos escapar onde estarão?
Meu (e seu) silêncio acabará me convencendo...
Se respirar vai se contaminar
Se pensar vai ter angústia
Se duvidar vai ter loucura
Se sentir, vai ter solidão
Se perguntar, vai ter medo
E quando pensava ter todas as respostas
mudaram as perguntas
O medo do silêncio atordoa as ruas
E as vozes sem boca me obrigam a escutar o que dizem em meu nome
E o medo continua sendo nosso pior conselheiro
Tornei-me cego
você não me olha
Tornei-me esquecido
porque você não me recorda
Não lembra mais!
Rumo ao porto
ou ao naufrágio
que nos espera esta noite
Não lembra mais!
Apenas em quanto pode ser desbotado
o vermelho de nosso sangue
e quanto rouco e silencioso pode ser
o nosso grito?
Eu não nasci pra seu um músico
Eu não nasci pra ser programador
Eu não nasci pra ser santo
Nem ao menos contraventor
Eu não nasci pra ser depressivo
Nem para viver contando piada
Não nasci para satisfazer teu ego
Nem para servir de nada
Não nasci de concubinato
Nem de intervenção divina
Não sou movido a álcool
Nem ao menos gasolina
Sou fruto da vivencia vivida
Das neuras supridas
E das angustias deglutidas
Sou apenas o monstro criado
Eu sou o Chico!
Eureca!
Meu deus!
Descobri!
Todos lêem minha mente!
Não é possível, essa é a única explicação!
Se não isso então porquê;
quando me sinto o abandonado sempre aparecem amigos?
Quando me sinto o mais burro aparece alguém pra me dizer que eu sou inteligente?
Quando me sinto o rejeitado por todos sempre tem alguém que me diz que tem preza por mim?
Quando me vejo como o pior profissional do mundo alguém vem e diz que só eu entendo sobre aquele assunto?
Quando olho no espelho e só me aparece o pior músico do mundo vem alguém e me diz que adora meus riffs e arranjos?
Qual explicação mais plausível para isso se não que lêem minha mente?
Ou que tenho grandes amigos?
Os frutos do teu presente
é o que plantou no passado

Esse aí é o Claud do FF7
E como sou um filhodaputa desocupado fiz um AMV de madrugada desse filme
baixe aqui B.y.o.b.
Estou sonhando de olhos abertos
Estou fugindo da realidade
Todas as cervejas já bebi
Todos os baseados já fumei
O que há de errado no mundo
Meus olhos já não podem ver
Eu estou do jeito certo
Pra qualquer compromisso assumir
É assim que me querem
Sem que possa pensar
Sem que possa lutar
Por um ideal
É assim que me querem
Ao ver na TV todo o sangue jorrar
E ainda aprovar
A pena capital
É assim que me querem
E me vendem essa droga
E me proibem essa droga
Para os desavisados poderem pensar
que o governo combate
Invadindo a favela
Empunhando fuzis
Juntando dinheiro corrupto
para a platina no nariz
É assim que me querem
Preciso ampliar meu mundo
Preciso aumentar meu quarto
Preciso trocar a ponte da guitarra
e preciso me achar novamente
Regredindo ... regredindo ...
e ainda precisando de um cachorro
Ah, e se o fim do mundo vai acontecer mesmo,
eu quero estar acordado
"perto do fogo"
Será?
Será que alguém liga pra que eu penso?
Será que alguém me escuta e pensa nas coisas que eu falo?
Na real, ouvir frases feitas por mim em bocas alheias é no mínimo uma benção, gosto muito de ser reconhecido, mesmo que intencionalmente, parece que você fez alguma diferença naquela pessoa, parece que pelo menos ali você fez alguma diferença, ela reconhecendo ou não.
É bom ver que sua existência não foi em vão, que alguns dos jovens com qual você teve oportunidade de dividir suas experiência teve a capacidade de discernir o que você falou, principalmente quando ouve a frase que disserdes a uns tempos atrás na boca de outro, e mesmo repetindo você sabe que aquilo não é só uma frase repetida e sim uma idéia entendida.
Da mesma forma que me achava jovem demais a algum tempo referente à minha idade, agora me sinto velho demais; O tempo, ou idade, como queira chamar, é só um termômetro do que você conseguiu assimilar no tempo que perdeu em sua vida:
Faça uma experiência:
Lembre de você à dez anos atrás:
Agora lembre como você se imaginava a dez anos à frente (Isso é; agora!).
È né? Totalmente diferente!
Por quê?
Óbvio! Porque você na tinha o mesmo discernimento da lama que é a vida que você tem hoje! E, quando você vê que a pessoa que está conversando com você entendeu o tempo que você perdeu raciocinando sobre e já chegou a mesma conclusão que você, percebe de imediato a evolução humana! Que aquela pessoa que chegou de imediato na conclusão que você chegou pode quebrar de imediato ou depois de algum tempo....
Essa é a evolução humana!!
O fato de você pensar no que outra pessoa disse, e não descartar como a maioria, já te faz diferente! Tenho respeito a essas pessoas, mesmo não demonstrando.
Aos que me acompanham, meu respeito!
Aos que já receberam meu sorriso, saibam; é de coração!
Literalmente falando
Acho que me descobri;
Não sou protagonista de nada, nem ao menos antagonista, sou um eterno coadjuvante.
Sou aquilo que passa na vida dos outros, o que interage diretamente com muitas pessoas mas que não passa de um reles coadjuvante, um que com o tempo some e todos esquecem.
Sim, já tentei escrever minha própria história mas foi em vão, sempre que crio asas e me vejo capaz de fazer algo por mim vem sempre alguém o algo para me colocar no lugar, e ver minhas esperanças escoarem n ralo da realidade de coadjuvante, ninguém protagoniza comigo, os antagonistas eu elimino muito rápido, e volto ao meu posto, ou trincheira, sei lá ...
Talvez um dia eu escreva uma história com um fim,afinal nada é tão certo como o destino, crer em destino é como sentar em uma pedra e esperar por intervenções divinas... Destino e divindade, duas pífias paralelas.
É, preciso de um cachorro... Os índios é que estão certos!
E de pronto me vou, seguindo minha eterna e longa vida de coadjuvante.
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